" É NA ANÁLISE DE NÓS MESMOS QUE ENCONTRAMOS A SÍNTESE DAS ANTÍTESES SUBJACENTES "

sábado, 23 de agosto de 2014

CRÔNICA DOS SUICÍDIOS ANUNCIADOS



número de suicídios de idosos subiu este ano de 2014 em quase 90%. A pergunta que não quer calar é a seguinte: “Quais as razões desse índice se os humanos temem tanto a morte?”.
Creio que em meu blog Psyché expus algumas razões bastante convincentes para esse desfecho e apontei muito sutilmente algumas razões sendo que a principal seria a falta de afeto familiar que vivemos atualmente.
Estamos cultivando a plenitude Social, embora esse “Social” se apresente de maneira inadequada sendo mais valorizadas as redes de todo tipo e sem qualquer compromisso com o afeto ou mais simplesmente, com uma amizade verdadeira. Todos querem exibir seus desconfortos ou seus confortos para apenas nomes e fotos nas redes sociais, enquanto os pais e os avós ficam de lado sem receberem o mínimo interesse de seus filhos e netos.






A destruição da família enquanto unidade vem caminhando à passos largos priorizando em seu lugar, as novas invenções tecnológicas, que são bem vindas, mas muito mal usadas em detrimento ao conjunto afetivo e protetivo da família como um todo.
Nessa situação dolorosa da velhice que fragiliza e tornam as pessoas vulneráveis, sensíveis e porque não dizer, quase imprestáveis pela própria degradação física e mental, o sentimento é de abandono, embora não estejam passando fome.
Assim como para a criança o carinho da família lhe assegura proteção devido à fragilidade, com o velho essa insegurança se repete.
Dentro desse quadro, a angústia interna crucifica o velho levando ao desejo de fugir dela para sempre.







Quando a sociedade acordará para se certificar que, para a velhice, todos chegarão e o pior, com os mesmos problemas atuais dos seus velhos de agora por uma razão muito simples: “Tudo se repete dentro da cadeia humana”.
Creio que o modernismo afastou muito os pais dos pais e dos próprios filhos e essa cadeia alimentada pelo fanatismo de sempre obter mais do que precisa um ser humano para viver bem, está levando os velhos de hoje a desistirem da vida por vergonha de sua própria incapacidade física e mental trazida pela velhice. A solução por eles encontrada está no por fim a própria vida limpando o terreno para dar lugar às novas bugigangas comerciais que são mais apreciadas que eles.



É tempo de pensarmos e sentirmos mais do que nos entupirmos de novas bugigangas que são substituíveis, enquanto que o carinho e o afeto pelos nossos velhos que tem prazo de validade serão levados com ternura quando eles se forem dentro do tempo que lhes cabe e não por um suicídio.

Reflitam, pois na melhor das hipóteses, todos chegarão lá.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

UMA ANÁLISE SOBRE OS IDOSOS DE HOJE E DOS QUE SERÃO AMANHÃ




A comparação que hoje fazemos entre as gerações passadas e atuais, nos leva a cogitar que as mais antigas sejam mais saudáveis, não obstante as evidentes melhorias no padrão de vida das pessoas desde a alimentação até as descobertas científicas que possibilitaram a  prevenção e cura de doenças outrora fatais.
As crianças de hoje, são pequenos robôs que seguem cada vez mais em uma direção totalmente destrutiva quanto à saúde e os valores. Perguntamos várias vezes o que aconteceu com a sociedade?
As crianças perderam o seu estado criativo natural para outro, vinculado ao consumismo desenfreado, modelado pelos próprios pais que só conseguem se sentir realizados quando obtém todas as engenhocas criadas para o consumo e enriquecimento das empresas.


Não se pensa mais na saúde do desenvolvimento natural, como correr, brincar de pique, cobra-cega, bolinha de gude, empinar pipa, e outras tantas brincadeiras saudáveis que obrigavam ao movimento dos seus corpinhos em desenvolvimento. As brincadeiras de rua, que hoje são inviabilizadas devido ao crescimento caótico do trânsito e da violência em todas as cidades, nos faz acreditar que nem sempre a evolução dos bens materiais nos completa enquanto seres humanos. Pior do que isto: nos torna mais amargos e menos disponíveis aos afetos.
O avanço tecnológico serviu para muitas coisas importantes mas destruiu outras tantas, tão caras à humanidade, como a saúde, os relacionamentos humanos e a qualidade das construções afetivas.
Vemos crianças ainda pequenas, gordas, sentadas frente à tevê comendo o dia todo, sem qualquer exercício! Existem aquelas que são submetidas ao oposto : desde cedo participando de todas as atividades esportivas ou artísticas para se tornarem padrões de beleza física e desempenho. 


Os jovens, por sua vez, permanecem com seus corpos inertes e seus dedos ágeis diante de computadores ou celulares, como bonecos semiarticulados, buscando um contato que não aprenderam a buscar em seus próprios familiares, através do contato direto, porque as “relações virtuais” se tornaram mais importantes que a própria família.


Como os pais puderam permitir esse vazio familiar deixando filhos ainda bebes, ao encargo de creches que não tem qualquer envolvimento afetivo com as crianças ali depositadas como pacotes para serem guardadas durante algum tempo? Que valores poderão ser ensinados por “tias” ainda adolescentes que cuidam dessas crianças ainda em formação?



As casas, antes com grandes quintais onde a criançada brincava o dia todo,transformaram-se em gaiolas sobrepostas, onde o espaço está cada vez menor e as intolerâncias advindas da falta do gasto de energia por parte deles os tornam verdadeiros déspotas para com os pais, exigindo cada vez mais sem nada oferecerem em troca.

Pergunto: “ A partir do que está se cultivando hoje, que tipo de idoso haverá num futuro próximo?” e ainda : “Que sociedade estamos criando para um futuro onde os idosos serão em maior número ?”


Todos os países do mundo têm aumentado as médias de longevidade da vida humana e consequentemente aumentado a presença de pessoas de acima de sessenta anos na sociedade. Isto significa que a maneira como modelamos a velhice terá impacto determinante na própria sociedade


Antes era o amor, o respeito, o temor a Deus, a decência, a honestidade e outros tantos valores que permitiram nossa sobrevivência até os dias atuais.
Hoje, o que temos são crianças obesas ou anoréxicas, mal educadas, entediadas, egoístas, sem qualquer respeito para com os mais velhos e o que é pior, sem uma tábua de valores sociais que os tornem cidadãos respeitáveis no futuro.
Chegarão à velhice? Talvez, mas com doenças de vários tipos, principalmente as ligadas á obesidade e ao vazio de propósitos, sentimentos e valores... uma enorme SOLIDÃO !


A humanidade tende a caminhar para a autodestruição do planeta, da vida, dos valores, da saúde, do amor ao outro e vai por ai afora. O aumento de tempo de vida acaba por não ser bem recebido pelos idosos atuais que se sentem rejeitados tanto na sociedade como na esfera familiar.
Cabe aqui outra pergunta: “Todo avanço tecnológico melhorou a vida do idoso?”
A resposta é : ainda não ! De nada adianta aumento da longevidade, sem qualidade de vida, sem a construção afetiva que nos ampara quando todos os apelos do consumismo e dos padrões sociais perdem o sentido... e acreditem : Todos eles perdem o sentido para todos nós, em algum momento. Mesmo em se tratando de cuidados meramente físicos, apenas os mais abastados recebem o tratamento adequado porque pagam preços exorbitantes por ele.
Como poderemos educar nossas crianças de hoje, se embarcamos no consumismo desenfreado valorizando mais o TER que o SER?
Os reflexos desse desmoronamento dos valores adequados ao desenvolvimento das crianças de hoje, pode nos oferecer a ideia de que no futuro a velhice será vazia e sem respeito amoroso por parte da família e da sociedade.
Essa reflexão pode estar sendo muito negativa, mas se observarmos as crianças de hoje, veremos o velho de amanhã.
Pergunto: - “O que poderíamos fazer agora, para revertermos esse desastre futuro”?


Mudar o padrão atual de uma hora para outra, me parece mais difícil que chegar a nado do Brasil aos Estados Unidos.
A exploração empresarial, em todos os ramos, parece ter vindo para ficar através da promessa em tornar mais fácil a vida das pessoas. Até ai, creio que realmente a vida se tornou mais fácil, mas nossos valores escorreram pelo ralo da inutilidade e com eles, a decência humana foi trocada pelo “obter” como meta a ser perseguida.
Tentar focar uma luz sobre o assunto, em primeiro lugar seria a obtenção de uma consciência maior sobre a educação familiar, valorizando o aprendizado da união entre as pessoas como fator primordial : resgatar as relações diretas, mais entre pessoas de carne e osso do que entre avatares cibernéticos.


Ensinar nossos filhos que SER é bem mais importante que TER. Que os objetos acabam com o tempo ou são trocados com mais facilidade e que o afeto familiar entre seus membros deve permanecer por toda uma vida, aliado ao respeito e admiração aos mais velhos como meta principal da existência.
Um casal que cria uma família deve levar em conta que os filhos continuam ligados a nós pelo resto de nossas vidas, a despeito da separação dos cônjuges, porque não se pode conviver erroneamente com alguém que não nos complete afetivamente, pois corremos o risco de criar mal esses novos seres. Em outras palavras, ainda que formemos uma nova família ou decidamos viver sozinhos, os filhos continuarão em nossas vidas, necessitando de nosso contato e de nosso afeto em sua formação como seres humanos de qualidade.  O compromisso que assumimos ao colocarmos um novo ser no mundo é bem mais importante.
É preciso dar a esses novos seres a confiança da proteção a despeito das dificuldades que a vida nos reserva.
Algo precisa ser feito antes que nos tornemos robôs ao invés de seres humanos.
Na linha do tempo, as crianças se afastaram dos idosos e vice-versa, o que tem sido um desastre ao longo das vidas de ambas as instancias.


Que tal se uma criança ensinasse ao seu idoso como participar do mundo atual com suas engenhocas? Seria um começo, pois voltar a empinar pipa não dá mais por causa dos fios elétricos, nem brincar de pique na rua, por causa dos automóveis, nem subir em árvores porque estão sendo podadas e arrancadas para darem lugar aos novos prédios que pipocam como sarampo.

Enfim, precisamos repensar a sociedade que queremos para nossos filhos e netos para que não sofram o que os velhos estão sofrendo atualmente.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A PSICOLOGIA DO IDOSO


  



A maioria das pessoas não conhece muito bem os ramos da ciência que trata exclusivamente dos idosos.
A psicologia que existe apenas há cinquenta anos no Brasil ajudou abrir algumas portas na medicina, para a inclusão das doenças psicossomáticas, resultado de conflitos psíquicos que adoecem o corpo.
Dois novos ramos da ciência surgiram, a gerontologia e a geriatria destinadas ao atendimento dos idosos.
A gerontologia, alem de cuidar dos problemas psicológicos, também atua na esfera social do idoso, facilitando sua convivência na comunidade e em grupos específicos, na tentativa de aliviar a profunda angustia e depressão que assola a terceira idade, ocupando dessa forma o espaço vazio deixado pela família que, em alguns casos, todos já morreram ou se desfizeram pela distancia de convivência.





Dentro da esfera dos mecanismos psíquicos, fazem parte elementos sociais, afetivos, culturais e econômicos.
Tais elementos têm importância vital no diagnóstico das doenças, não apenas pela fragilização do organismo, mas também àquelas doenças oportunistas que surgem derivadas de conflitos psicológicos acumulados ao longo dos anos, com os quais o idoso não consegue mais lidar.




O idoso do século passado ocupava um lugar no meio familiar de quase um “Xamã”, pois sua longa experiência de vida, o habilitava a participar de decisões bem como no trato das doenças infantis dos netos ou outras experiências trazidas pela idade avançada. Sentia-se útil e respeitado em sua dignidade madura.
Havia por parte dos filhos certo revezamento de papeis, ora eram os pais dos seus pais quando estes estavam doentes, impotentes, e vice-versa.




Mas a configuração familiar mudou completamente, deixando de atender primeiro aos avós, e agora aos pais.
Essa orfandade que se impregnou na nossa juventude, trouxe consigo não a independência desejada, mas a destruição de valores saudáveis que mantinham os laços familiares aquecidos, numa ajuda mútua.
No passado, o idoso dificilmente sentia depressão e reposição hormonal não existia, não só pelo tempo de vida que era menor na sociedade dos anos trinta, como também pelos valores da época.
A mudança de valores tão importantes ao ser humano trouxe também doenças psicossomáticas que embora estivessem latentes, não desabrochavam de forma tão freqüente devido à manutenção afetiva da autoestima advinda dos familiares.
Na senilidade é comum um aumento de conflitos emocionais que podem evoluir para somatização. O idoso, em função da diminuição da vitalidade, fica mais susceptível aos desajustes familiares, podendo desenvolver uma psicose endógena.
Geralmente, por uma retração da libido genital para a região anal, tende a se preocupar exageradamente com a função intestinal.



O medo da proximidade da morte aliado a constatação de sua impotência gera insônia, depressão, estados inespecíficos, que os médicos não conseguem diagnosticar.
Seu estado interno sofre uma regressão no que diz respeito à proteção que exercia sobre seus familiares, mas que agora, não consegue porque é ele quem precisa ser protegido.
Os familiares por sua vez, não aceitam bem essa inversão de papeis.
Infelizmente, em nossa sociedade, poucos podem usufruir os cuidados da gerontologia em sua missão de reintegrar os idosos na sociedade e aliviar-lhes a angústia.
Terapia ocupacional seria uma boa saída para aqueles que não podem ter um gerontólogo a seu dispor, e poderia ser aplicado em casa pelos familiares, se puderem abrir mão de um pequeno tempo para se envolverem com seu idoso pedindo que faça alguns trabalhos manuais e destacando a importância dessa ajuda que ele pode oferecer.
Um dos graves problemas do idoso é o sentimento de inutilidade, depois de uma vida toda de utilidade para tantos.



Faço um convite aos mais jovens: “Cuidem um pouco mais dos seus idosos porque eles serão vocês amanhã”.


OBJETIVOS DO BLOG PSYCHÉ






O objetivo desse blog é o de trazer esclarecimentos sobre essa instância tão profunda e delicada que é nosso aparelho psíquico.
Além do raciocínio que nos induz ao conhecimento dos mistérios que nos circundam desde que nascemos, mistérios esses relacionados ao conhecimento intelectual, para que possamos cada vez mais sair da nossa condição “animal-humano”, nos trazendo os conhecimentos científicos que nos propiciam o entendimento da nossa própria espécie. Mas, temos outra instância bem mais profunda, que de forma inconsciente nos orienta para o convívio afetivo com nossos parentes e com a sociedade de forma geral.
Muitas vezes fazemos coisas que não entendemos,  que arruínam nossas vidas e capacidade de percepção, nos deixando incapazes de compreender tais ações, sentimentos, gestos e que em sã consciência, não faríamos ou não teríamos.
Muitas pessoas amam o rótulo, outras o conteúdo de um produto e essa escolha, faz toda a diferença na vida de todos nós. O ideal seria apreciar o rótulo e o conteúdo, é bem mais equilibrado.




A psicologia sempre tem algo a oferecer quando nos encontramos “entalados” em nossos valores pessoais, advindos da nossa educação.
Assim como tudo se altera na natureza, não somos os mesmos durante toda a trajetória de nossas vidas, mas o que permanece são os conflitos mal resolvidos que carregamos para outros seres que virão no futuro ao colocarmos filhos no mundo.
Seria como um velho tapete que já se encontra puído, mas que arrastamos para os novos lares que construímos.


Esse puído acaba por se tornar cômodo pelo fato de ser conhecido e driblado durante nossa passagem por ele, mas não darmos conta que novos seres irão tropeçar um dia.
As reflexões aqui postadas tentam esclarecer àqueles que, por preconceito ou narcisismo, ignoraram suas deficiências psíquicas ao negar qualquer de suas dificuldades diante da vida que já é bastante estressante.
Ao expor dificuldades psíquicas que todos os seres humanos carregam, talvez possamos dar um alerta ao comportamento inadequado dentro das famílias, que teimam em continuar ignorando suas deficiências na educação dos filhos.
Um trabalho, cuja dedicação se volta ao esclarecimento de como agimos quando copiamos comportamentos ensinados não apenas pelos nossos pais, mas também pela sociedade.
Ao compartilhar estas reflexões, frutos de quase oito décadas de vida, metade das quais dedicadas à psicologia e ao entendimento do humano, busco servir de inspiração, guia ou simplesmente de interesse para os chamados “mal resolvidos” no que se refere às suas próprias dificuldades tanto afetivas como sociais.

Aos interessados boa viagem, aos não interessados e mais acomodados, boa aterrissagem no comodismo diário do “não sei por que, mas também não faz diferença”...




COMO EXPLICAR A DOR DA VELHICE





Explicar a alguém ainda jovem é perda de tempo!
Apenas quando estamos mergulhados dentro da velhice, é que podemos compreendê-la em toda a sua plenitude.
A dor se apresenta com todo seu amargor quando nos olhamos no espelho e não nos reconhecemos mais. Nossa feição se transforma pelas perdas sofridas através dos anos, e essas, nunca mais voltarão mesmo que nos utilizemos de cirurgias e outros tantos recursos modernos.
As perdas externas se apresentam após anos de vivências com o sofrimento trazido pelo simples fato de existir.
As perdas vêm de dentro e mesmo que num passe de mágica pudéssemos reverter o externo, jamais poderíamos contar com a reprogramação interna que nos tornou amargos e sem esperança.
É uma etapa da vida onde o fim se torna o início do nosso dia e onde a esperança nos abandona para sempre.
Tornamo-nos frágeis, muito mais que uma criança, porque diferente dela temos a experiência vivida que nos aponta constantemente os ponteiros do relógio da vida e as dores do passado.
Ser velho é sofrer. Ser velho é ser esquecido e desvalorizado para sempre, e só aqueles que de alguma forma alcançaram fama no passado serão respeitados e lembrados.
O amor, sentimento necessário à vida, nos abandona deixando uma lacuna que jamais poderá ser preenchida. Seria como nos transformar em manequins de vitrina, sem rosto, sem qualquer vestimenta, apenas bonecos de gesso nus. Não há mais o que exibir a não ser sabedoria, coisa que ninguém quer comprar enquanto não chegar lá.
Numa sociedade consumista como a que eu vivo, não há mais nada a fazer senão morrer, forma esta única para tal sofrimento.
Ser velho é perder toda e qualquer ilusão, pois nada que faça, mesmo que de maneira correta e às vezes brilhante, interessará a quem quer que seja.
Toda a inutilidade dos esforços em ser uma pessoa melhor, de nada serviu para nos sentir melhores, porque o mundo é cruel e não valoriza seus antepassados e nem mesmo os que estão vivos ainda.

É triste, mas é a vida! Mas nós, só acreditamos nisso, quando estamos lá, antes não.