O objetivo desse blog é o de trazer
esclarecimentos sobre essa instância tão profunda e delicada que é nosso
aparelho psíquico.
Além do raciocínio que nos induz ao
conhecimento dos mistérios que nos circundam desde que nascemos,
mistérios esses relacionados ao conhecimento intelectual, para que possamos
cada vez mais sair da nossa condição “animal-humano”, nos trazendo os
conhecimentos científicos que nos propiciam o entendimento da nossa própria
espécie. Mas, temos outra instância bem mais profunda, que de forma
inconsciente nos orienta para o convívio afetivo com nossos parentes e com a
sociedade de forma geral.
Muitas vezes fazemos coisas que não
entendemos, que arruínam nossas vidas e
capacidade de percepção, nos deixando incapazes de compreender tais ações,
sentimentos, gestos e que em sã consciência, não faríamos ou não teríamos.
Muitas pessoas amam o rótulo, outras o
conteúdo de um produto e essa escolha, faz toda a diferença na vida de todos
nós. O ideal seria apreciar o rótulo e o conteúdo, é bem mais equilibrado.
A psicologia sempre tem algo a oferecer
quando nos encontramos “entalados” em nossos valores pessoais, advindos da
nossa educação.
Assim como tudo se altera na natureza,
não somos os mesmos durante toda a trajetória de nossas vidas, mas o que
permanece são os conflitos mal resolvidos que carregamos para outros seres que
virão no futuro ao colocarmos filhos no mundo.
Seria como um velho tapete que já se
encontra puído, mas que arrastamos para os novos lares que construímos.
Esse puído acaba por se tornar cômodo
pelo fato de ser conhecido e driblado durante nossa passagem por ele, mas não
darmos conta que novos seres irão tropeçar um dia.
As reflexões aqui postadas tentam
esclarecer àqueles que, por preconceito ou narcisismo, ignoraram suas
deficiências psíquicas ao negar qualquer de suas dificuldades diante da vida
que já é bastante estressante.
Ao expor dificuldades psíquicas que
todos os seres humanos carregam, talvez possamos dar um alerta ao comportamento
inadequado dentro das famílias, que teimam em continuar ignorando suas
deficiências na educação dos filhos.
Um trabalho, cuja dedicação se volta ao
esclarecimento de como agimos quando copiamos comportamentos ensinados não
apenas pelos nossos pais, mas também pela sociedade.
Ao compartilhar estas reflexões, frutos
de quase oito décadas de vida, metade das quais dedicadas à psicologia e ao
entendimento do humano, busco servir de inspiração, guia ou simplesmente de
interesse para os chamados “mal resolvidos” no que se refere às suas próprias
dificuldades tanto afetivas como sociais.
Aos interessados boa viagem, aos não
interessados e mais acomodados, boa aterrissagem no comodismo diário do “não
sei por que, mas também não faz diferença”...

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